Vida de Informática Biomédica


Profissão Sucesso – Informática Biomédica

Posted in InfoBio por Natália em 5 de abril de 2011

Uma matéria sobre a Informática Biomédica, na Revista Profissão Sucesso:

Pra quem se interessar pela revista completa:

http://www.profissaosucesso.com.br/images/stories/edicoes/revistas18.pdf

Pesquisa de opiniões – Parte 1

Posted in InfoBio por Natália em 17 de fevereiro de 2011

Eu sei que várias das pessoas que lêem o blog são futuros vestibulandos que simpatizam com a área. Então eu queria saber o que esssas pessoas pensam sobre o curso!

Pessoas que vão prestar Informática Biomédica, em Ribeirão ou no Paraná, ou quem passou esse ano, o que vocês acham que é a Informática Biomédica? O que vocês esperam saber fazer ao fim do curso? Pra que vocês acham que serve um Informata Biomédico na sociedade?

Num é pra copiar manual, hein! Quero ver qual a idéia que as pessoas fazem do curso antes de entrar mesmo!

Discurso do Professor Paulo Mazzoncini como paraninfo da 5a turma de Informática Biomédica da USP-RP

Posted in InfoBio por Natália em 11 de fevereiro de 2011

Dia 6 de janeiro de 2011. Mais uma turma do curso de Informática Biomédica se forma na USP, em Ribeirão Preto. É a quinta turma a concluir o curso e ainda há quem pense que é ciência da computação. Ou biomedicina. O paraninfo da turma formada este ano é o professor Paulo Mazzoncini de Azevedo Marques, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. O discurso do professor Paulo foi ótimo e extremamente aplaudido! Tanto para  nós, os alunos, quanto para nossos pais, familiares e convidados. Pedi o discurso para que pudesse compartilhar com quem não o ouviu, pois acho que vale a pena ler!

____________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________

DISCURSO – PARANINFO 5ª TURMA DE INFORMÁTICA BIOMÉDICA

Boa tarde caros formandos.

Boa tarde senhores pais e familiares.

Boa tarde colegas docentes e funcionários.

Boa tarde Prof. Dr. Benedito Carlos Maciel, MD. Diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades e o público presente.

Inicialmente, gostaria de parabenizar nossos agora EX-ALUNOS e suas respectivas famílias por esse momento de sucesso e júbilo, no qual vocês recebem o grau de bacharel pela melhor universidade do Brasil e segunda melhor da América Latina (atrás somente da Universidad Nacional Autônoma de México, por enquanto!).

Gostaria também de manifestar meu contentamento e orgulho por ter sido indicado como paraninfo da 5ª turma do curso de Informática Biomédica. Esse momento me é particularmente significativo, pois me recordo do momento, há aproximadamente dez anos, em meados do ano de 2001, quando foi constituída a comissão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto responsável por estudar e propor a estrutura curricular do curso de Informática Biomédica. Comissão esta da qual tive o privilégio de fazer parte, como representante da área de conhecimento em processamento de imagens médicas.

Naquele momento ficou bastante claro que a estruturação, implantação e manutenção de um curso com a proposta inovadora de uma formação interdisciplinar e integradora dos conhecimentos das áreas de ciências da saúde e das ciências exatas não seria tarefa trivial!

Embora o conjunto de professores envolvidos nesse processo possuísse perfil compatível e próximo a essa proposta integradora, devido à própria natureza de nossas atividades de pesquisa, ensino e assistência desenvolvidas junto à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, nenhum de nós possuía experiência na formação de um profissional com os conhecimentos e habilidades esperadas e propostas para um Informata Biomédico.

Além disso, o caráter Interunidades do curso, agregando as Faculdades de Medicina e de Filosofia Ciências e Letras em uma parceria inovadora na formação em nível de graduação, se por um lado propiciava uma ampliação da visão e das propostas para a estruturação do curso, por outro introduzia dificuldades significativas de gestão e organização, dadas as diferenças de perfil acadêmico, funcionamento e de formas de atuação existentes entre essas duas unidades.

Hoje, dez anos após o início desse processo, não tenho dúvidas em dizer que o curso de Informática Biomédica vem se consolidando, em um processo contínuo de avaliação, revisão e evolução. É claro que, por ser uma área profissional nova, ainda existem muitos desafios e ajustes a serem feitos. Porém, é evidente que temos conseguido avanços importantes em relação à qualidade da formação propiciada para nossos alunos.

Nesse sentido, acredito que, a principal limitação que ainda precisa ser superada é a falta de inserção efetiva e aprofundada dos nossos alunos nos ambientes e serviços de atenção à saúde coordenados pela Faculdade de Medicina. Inserção essa que deveria ocorrer o mais cedo possível e de forma continuada, de maneira a garantir o aspecto aplicado da formação do Bacharel em Informática Biomédica, que é (ou deveria ser) o seu principal diferencial em relação a outros profissionais formados em áreas afins.

Não tenho dúvidas que, o espaço de atuação profissional de vocês está bem definido. Basta observar as necessidades crescentes por soluções nas áreas de sistemas de informação, processamento e gerenciamento de imagens médicas, bioinformática e telemedicina. Porém, embora bem definido, esse espaço profissional ainda não está consolidado e nem garantido!

A consolidação e a garantia de um espaço específico de atuação profissional ainda dependem de melhorias no próprio curso, particularmente com o aumento das horas de formação em atividades práticas em serviço, e do esforço de cada um de nós, egressos, alunos e professores, bem como de nossas Faculdades, para mostrar de forma clara e inconteste a contribuição que o Informata Biomédico pode trazer para a área da saúde.

Nesse cenário, uma questão importante e reincidente, que ainda causa dúvidas em alguns de nossos alunos e professores é: “afinal, o que é um Informata Biomédico?”

Uma maneira de se começar a responder essa questão é explicitar o que vocês não são!

Certamente vocês não são médicos, nem biomédicos e nem cientistas da computação. Embora essas áreas de conhecimento permeiem a formação de vocês, e evidentemente exista uma grande aproximação com a área de computação, por conta do ferramental matemático e tecnológico, vocês são um produto híbrido novo, fora das áreas convencionais de conhecimento.

A identificação de vocês com áreas de conhecimento já estabelecidas, com particular destaque para a de ciências da computação, é uma representação bastante limitada do que vocês realmente são. Limitada porque usa como referência o modelo profissional no qual nós, professores, fomos formados.

Basicamente, somos profissionais de áreas de exatas: físicos, cientistas da computação, engenheiros (meu próprio caso, por exemplo), que de maneira mais ou menos intensa temos trabalhado na área da saúde. Ou seja, tivemos uma formação convencional (para não dizer, talvez, pedagogicamente ultrapassada), em uma área de conhecimento clássica (para não dizer, talvez, antiga) e, posteriormente, fizemos algum tipo de “ênfase” na área da saúde.

O caso de vocês é diferente! Vocês já nasceram como profissionais da saúde! Com uma formação sólida em ciências exatas e tecnológicas, com ênfase em ciências da computação, mas para trabalhar lado-a-lado com os demais profissionais de uma equipe multiprofissional em saúde. É para isso que vocês foram preparados e é nesse ambiente,
assumindo essa posição, que vocês poderão atingir a plenitude de seu potencial profissional e estabelecer, de forma clara, as fronteiras e diferenças entre vocês e os engenheiros, físicos e cientistas da computação.

É assim, também, que vocês poderão devolver à sociedade o investimento que foi feito em vocês durante esses anos de formação. Trabalhando para melhorar o atendimento à saúde da população e, consequentemente, sua qualidade de vida!

Então, voltando à nossa questão, o que é o Informata Biomédico? È UM PROFISSIONAL DA SAÚDE! Que trabalha como referência da equipe multiprofissional para solução dos problemas e necessidades relativos à geração, tratamento, integração e gerenciamento da informação, nos seus diferentes níveis de complexidade.

Portanto, não se deixem enganar pela visão, no mínimo limitada, que os coloca como cientistas da computação com conhecimento em biologia. Vocês são muito mais do que isso! Vocês são a inovação! Vocês são os profissionais que trarão contribuições significativas e, certamente, uma proposta nova de modelo de trabalho para a área da saúde!

Vocês são únicos! Se orgulhem, exibam e defendam a originalidade da profissão de vocês!

Parabéns novamente pela grande conquista!

Muito obrigado!

Paulo Mazzoncini de Azevedo Marques – 06/01/2011

Entrevista com ex-alunos que ganharam Prêmio Idéia Saudável.

Posted in InfoBio por Natália em 11 de fevereiro de 2011

Ex-alunos de Informática Biomédica da USP-Ribeirão Preto recebem prêmio “Idéia Saudável 2010” promovido pela Secretaria da Saúde do Estado


O dia 16 de dezembro de 2010 foi bastante festejado pelos alunos e ex-alunos da faculdade de Informática Biomédica da Universidade de São Paulo, de Ribeirão Preto. O motivo é que três de seus ex-alunos conquistaram o terceiro lugar do prêmio “Idéia Saudável 2010”, criado pela Secretaria da Saúde de São Paulo para premiar idéias inovadoras na área da saúde.

Os ex-alunos Hugo (Piruvato), Mario (Kidis) e Fabio (Dolly), depois que terminaram a faculdade criaram a empresa “Kidopi”, aliando espírito empreendedor e conhecimentos teóricos adquiridos nos bancos da faculdade. Em 2010, sob a orientação do Prof. Dr. Antonio Pazin Filho, inscreveram a empresa no concurso “Prêmio Idéia Saudável” e tiveram seu trabalho classificado entre os três melhores, na categoria “Organização de Serviços”.

Esse prêmio foi criado em 2007 pela Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo com o objetivo de melhorar o atendimento de pacientes do SUS. A idéia do prêmio é reconhecer e valorizar iniciativas dos próprios servidores da pasta da saúde que visem melhorar os serviços de atendimento de pacientes do SUS ( Sistema Único de Saúde), melhorar a qualidade da assistência prestada e melhorar o aproveitamento do dinheiro público.

Para concorrer ao prêmio, uma das exigências é que a proposta apresentada possa ser aplicada em outros departamentos da Secretaria.

O sanitarista Paulo Henrique D’Angelo Seixas é quem coordena o Departamento de Recursos Humanos da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Ele conta que dois dos trabalhos apresentados em 2007 foram reproduzidos em diversos setores da Secretaria. A idéia deu certo e em 2010 saiu a segunda edição do prêmio. Em 2007 os vencedores ganharam notebooks e viagens, este ano os prêmios ainda não foram definidos.

O segundo “Prêmio Idéia Saudável 2010” foi entregue no dia 16 de dezembro em uma cerimônia na Casa das Caldeiras, zona oeste da cidade de São Paulo para as instituições que apresentaram os melhores trabalhos nas categorias “Gestão de Recursos Humanos, Atendimento ao Cidadão e Organização do Serviço”.

Foram 160 trabalhos inscritos e avaliados nos quesitos: Criatividade, Aplicabilidade, Impacto, Relevância e Custo/Benefício. As notas variavam de zero a dez e os vencedores foram os que obtiveram maior média na nota final.

Veja no final desta entrevista a lista completa dos ganhadores.

Os ex-alunos da faculdade de Informática Biomédica da USP conquistaram o terceiro lugar, na categoria “Organização de Serviços”, com o projeto: ”Sistema de Regulação Médica de Urgência e Emergências”, desenvolvido na forma de projeto piloto para o Departamento Regional de Saúde XIII do Estado de São Paulo, o qual abrange 27 municípios na região de Ribeirão Preto.

Segundo Nilson Ferraz Paschoa, Secretário de Estado da Saúde, na ocasião da entrega dos prêmios, “A qualidade dos trabalhos apresentados nesta edição foi surpreendente. É de extrema importância esta participação dos colaboradores para o desenvolvimento de idéias que aprimorem o atendimento na rede SUS”.

O “Vida de Informática Biomédica” foi buscar informações sobre essa premiação e conseguiu uma entrevista exclusiva com os ganhadores do prêmio.

Veja a entrevista na íntegra:

Vida de Informática Biomédica – Quais os nomes, idades e ano de formatura de cada um de vocês?

Mario – Mario Sergio Adolfi Júnior, 23 anos, formado em 2009

Hugo – Hugo Cesar Pessotti, 26 anos, formado em 2008

Fabio – Fabio Marcon Pallini, 23 anos, formado em 2008

Vida de Informática Biomédica – Qual o impacto que um prêmio como esse pode causar na visão que as pessoas de fora têm sobre o curso de Informática Biomédica da USP de Ribeirão Preto?

Kidopi – “Este reconhecimento da Secretaria de Saúde do Estado serve como uma certificação de que os egressos do curso de IBm estão preparados para comandar projetos na área de saúde, desde o desenvolvimento até sua implantação. O curso nos deu conhecimento para entender os processos de sistemas de informação em saúde e traduzi-los em um sistema computacional, bem como compreender a linguagem e conversar com gestores da área de saúde. Temos certeza que os egressos do nosso curso trarão ainda mais surpresas e serão cada vez mais reconhecidos fora dos muros da universidade

Vida de Informática Biomédica – O prêmio saiu em nome da própria empresa Kidopi?

Kidopi – “Como a premiação era exclusiva para funcionários públicos da Saúde, o projeto foi inscrito através da DRS-XIII, Diretoria Regional de Saúde XIII, regional de Ribeirão Preto, porém com nossos nomes constando da listagem de integrantes”.

Vida de Informática Biomédica – Como foi o desenvolvimento do projeto? Como foi que o projeto foi parar nesse prêmio? Quais foram a dificuldades encontradas?

MarioO sistema nasceu como meu projeto de Iniciação Científica, sob orientação do Prof. Dr. Antonio Pazin-Filho e coorientação do Prof. Dr. Paulo Mazzoncini. O escopo inicial era bem simples, sendo focado somente no registro de entrada de pacientes oriundos da regulação médica na Unidade de Emergência.

Durante a reunião inicial de apresentação do projeto, questionei se não havia um sistema que já controlava as regulações de urgência e emergência, do qual poderia acessar as informações de entrada para evitar a duplicação de dados. Tal sistema não existia, pois todo o processo de regulação era feito através do telefone e as informações eram registradas em papel. Após esta reunião sugeri apresentar outra proposta visando a informatização do processo de regulação como um todo, ao invés de apenas registrar a entrada de pacientes.

Contei também esta ideia para meus sócios e vimos a oportunidade de desenvolver o sistema pela nossa empresa recém-fundada, a Kidopi. Tínhamos pouco mais que um mês para realizar a apresentação da nova proposta. Em conjunto, desenvolvemos também um pequeno protótipo para exemplificar o funcionamento do sistema e mostrar que era exequível.

Quando apresentei a nova proposta para meus orientadores, eles entenderam a ideia e gostaram da iniciativa, mas ficaram um pouco receosos se seria possível executá-lo dentro de uma Iniciação Científica. Então contei sobre a alternativa de desenvolvê-lo pela minha empresa, onde teria a possibilidade de transformar o projeto em algo concreto. Eles aceitaram a ideia e deram todo o apoio ao passo seguinte, que seria entrar em contato direto com o pessoal da Regulação Médica para dar início a uma parceria.

O prof. Pazin, além de ser o orientador do projeto, também é o atual Coordenador da Unidade de Emergência de RP e graças a isso possui contato com os responsáveis pela regulação médica, conseguindo marcar uma reunião para apresentar a eles toda a ideia que tínhamos preparado. Nesta reunião apresentamos o projeto com sucesso para o diretor da DRS-XIII (Departamento Regional de Saúde), Ronaldo Dias Capelli, respondendo todas as dúvidas que surgiram.

Ao final da reunião com o diretor Ronaldo Capelli, fomos informados que a Secretaria de Saúde do Estado de SP estava atrás de uma solução informatizada para a regulação médica e que poderíamos ter a chance de mostrar para eles caso desenvolvêssemos uma versão funcional do sistema em menos de 3 meses.

Após 2 meses de programação terminamos uma versão piloto do sistema e apresentamos ao Ronaldo, que aprovou seu funcionamento. Confiando no potencial do sistema, ele entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado de SP e agendou uma reunião com a nossa empresa, o prof. Pazin e o prof. Mazzoncini representando a Faculdade de Medicina. Nesta reunião, o Ronaldo propôs à Secretaria que toda a regulação médica da DRS-XIII, constituída de 26 municípios (incluindo Ribeirão Preto), fosse realizada via sistema na forma de um piloto, para testar sua viabilidade. Obtivemos o aval da Secretaria de Saúde e partimos para as etapas de implantação.

Inicialmente realizamos o treinamento dos usuários, divididos em três papéis: o médico solicitante, o regulador (responsável pelas tentativas de transferência de pacientes) e o prestador de serviço (hospitais credenciados pelo SUS). O piloto foi ao ar no início do mês de Setembro de 2009, substituindo completamente os registros em papel.

Após o fechamento do primeiro mês, agendamos uma reunião com a Secretaria do Estado para apresentar os resultados do piloto e a estatística dos dados colhidos durante seu primeiro mês de funcionamento. O piloto ficou no ar durante 3 meses, sem apresentar nenhum tipo de falha ou queda no serviço. Com o término da permissão de execução como piloto, a Secretaria de Saúde solicitou a retirada do sistema para dar início à conversa de negociação e adaptação do projeto para o âmbito estadual.

Toda a experiência de implantação do sistema foi registrada em uma publicação na edição de Dez/2010 da Revista de Saúde Pública. Após a aprovação desta publicação, a DRS-XIII inscreveu o projeto no “Prêmio Idéia Saudável”, que é uma iniciativa da Secretaria de Saúde do Estado de SP com o objetivo de reconhecer e apoiar projetos inovadores que tragam benefício aos usuários do SUS, no qual atingimos o 3º lugar na categoria “Organização de Serviços”.

Vida de Informática Biomédica – O que, durante a faculdade, contribuiu para o desenvolvimento do projeto?

Mario – “No meu caso, especificamente, o que ajudou bastante não só neste projeto, mas na idéia de fundar uma empresa e de como se comportar no mercado de trabalho, foi a experiência que obtive na InfoBio Jr. (Empresa Junior de Informática Biomédica) onde tive a oportunidade de me desenvolver nos cargos de Estagiário, Diretor de Projetos e Presidente. Com isso, explorei boa parte do potencial que necessitei nos contatos, reuniões e organização que levaram ao desenvolvimento deste projeto”.

Kidopi – “Cremos que o que mais contribuiu foi principalmente apreender a trabalhar com prazos e desafios na área de saúde. No inicio, pode parecer impossível conciliar informática e medicina, mas após alguns anos dentro da faculdade você percebe que com pesquisa e muito suor o impossível torna-se alcançável”.

Vida de Informática Biomédica – Qual o sentimento de ganhar um prêmio devido a um projeto que tem potencial para realmente ajudar pessoas?

KidopiCremos que a melhor sensação foi quando implantamos o projeto e percebemos a melhora da situação das pessoas que estavam na fila de urgência através da agilização da resolução dos casos e transferência de pacientes. Com o sistema focado na organização e logística da comunicação entre os usuários, os reguladores puderam focar seus esforços nos contatos e atenção ao paciente, acelerando o desfecho dos casos.

Ao olhar a tela do sistema preenchida com pacientes e ver as transferências de emergência fluindo, é possível ter noção de que realmente estamos ajudando a aperfeiçoar o processo de regulação e devolvendo à sociedade o investimento público aplicado em nossa formação universitária.

O reconhecimento através desta premiação nos incentiva a continuar trabalhando com ainda mais afinco na busca de soluções que tragam bem estar à população.

Vida de Informática Biomédica – Aliás, o sistema está implantado? Está funcionando na região da DRS de Ribeirão Preto? Vocês têm planos de expandir para outras áreas?

Kidopi – “O sistema obteve permissão para funcionar somente como piloto e após 3 meses foi retirado do ar para dar inicio à negociação de uma versão com abrangência estadual. Além do Estado de SP, temos planos de apresentar o projeto para outras Secretarias de Estado”.

____________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________


Lista completa dos ganhadores do “Prêmio Idéia Saudável” – os três primeiros colocados em cada categoria

Gestão de Recursos Humanos

- Instituto de Infectologia Emílio Ribas
“Programa de Preparação para Aposentadoria”

- Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP
“Ressignificando os papéis profissionais: o teatro como facilitador das relações”

- Hospital Regional de Assis
“Cor é Luz”

Atendimento ao Cidadão

- Hospital Estadual do Itaim Paulista
“Reabilitação Profissional”

- Centro Especializado em Reabilitação Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti (Mogi das Cruzes)
“Um dia Feliz”

- Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Heliópolis.
“Assistência integral à pessoa com ostomia, uma realidade no AME Heliópolis”

Organização de Serviço

- Hospital Geral de Pirajussara (Taboão da Serra)
“Atenção Integral ao Paciente Suicida: Modelo de Interface entre o Hospital e a Rede Referenciada”

- Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Heliópolis
“Práticas de Enfermagem: Organização, planejamento, implantação e implementação de um Centro Cirúrgico Ambulatorial de Especialidades Médicas”

- Departamento Regional de Saúde (DRS) Ribeirão Preto
“Regulação médica em emergência através da plataforma Web: Um estudo piloto”

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/content/kushithesi.mmp

De volta…

Posted in InfoBio por Natália em 13 de dezembro de 2010

Olá!!

Depois de tanto tempo sem postar nada, consegui voltar.

Queria pedir desculpas pela ausência, mas fim de semestre e de curso não é fácil, né? Eu estava um pouco atormentada com as provas finais e o TCC, mas agora as coisas estão mais tranquilas!

Volto com uma notícia boa, de um prêmio conquistado por ex-alunos de Informática Biomédica, que contribui para melhorar mais um pouquinho a imagem do curso por aí! No próximo post, darei uma explicação mais detalhada e uma entrevista com eles.

Até logo!

Informática Biomédica USP RP – curso 5 estrelas!!!

Posted in InfoBio por Natália em 15 de setembro de 2010

Essa boa notícia foi dada por um de nossos professores no Fórum de Informática Biomédica! Acho que vale a pena repassar!!!

Caros alunos,

Com grande prazer informo que o curso de Informática Biomédica recebeu a classificação 5 estrelas na avaliação de cursos superiores realizada pelo Guia do Estudante da Editora Abril para 2009/2010.
As avaliações são realizadas por pareceristas de nível superior recrutados pela editora e têm os resultados auditados. Os parâmetros utilizados consideram, dentre outros: titulação e produção científica do corpo docente, recursos físicos e humanos disponíveis, oportunidades aos alunos para realização de projetos de iniciação científica e estágios em empresas, intercãmbios com universidades de outros países.
Esta pontuação representa para o curso uma conquista relevante: em 2008/2009 fomos pontuados pela primeira vez, já com 4 estrelas, e agora, apesar do pouco tempo de vida, já estamos na companhia dos cursos mais conceituados e tradicionais do país.
Além disso, certamente teremos um mecanismo forte de divulgação do curso, uma vez que a revista é bastante popular e circula em todo o país, atraindo, assim, a atenção de uma grande quantidade de potenciais futuros alunos.
Agora vcs já podem dizer que estudam num curso 5 estrelas!

Olavo

Posted in InfoBio por Natália em 23 de agosto de 2010

Nome
Olavo Augusto Feitosa

Idade
27 anos

Há quanto tempo está formado?
2 anos (julho/2008)

O que está fazendo atualmente?
Gerenciamento de Problemas, Banco Carrefour.

Como foi a trajetória até aí?
Iniciei a vida pós-formado como Desenvolvedor Web Jr. na Quality Tec. e Sistemas. Em dois meses me tornei Desenvolvedor e Analista Web Pl., responsável pelos serviços web, novos projetos web e ferramentas internas da empresa. No começo de 2009 ingressei como Trainee no Grupo Carrefour, no braço financeiro do Grupo, o Banco Carrefour, onde tive a oportunidade de criar e estruturar a área de Gerenciamento de Problemas.

O que você pode tirar de proveito da faculdade para sua vida profissional?
Posso estar com uma visão equivocada, mas a área de TI voltada para a saúde ainda está engatinhando no Brasil. Empresas e desenvolvedores ainda são os cientistas da computação e não profissionais de informatica preparados para a área de saúde. Estes, em sua maioria, ficam dentro das universidades realizando pesquisas.
Como gosto de uma visão generalista, valeu-me a experiência de conhecimento em área de saúde e humanas, além das exatas. O que tiro de proveito foi toda a bagagem de “universalidade” de fora da sala de aula.

O que você acha que poderia ter sido melhor na faculdade, e assim teria facilitado sua vida profissional?
Realizar estágios profissionais, um ensino mais voltado ao mercado, e não tão voltado para a vida acadêmica. Os poucos professores que tínhamos com esta visão eram justamente aqueles vistos como os chatos.

O que você recomendaria para quem esta prestando Informática Biomédica?
Fato: é um curso de exatas e não um curso de biomedicina.

Qualquer graduação não é só sala de aula. aproveite tudo que a Universidade oferece. É um curso bacana, e de futuro. Futuro.

O que você recomendaria para quem está terminando o curso?
Leve a sério as disciplinas finais (de computação pura) do curso. serão possivelmente as que mais serão utilizadas na vida pós-formado. Procure ler a respeito de governança, gerência de projetos, cursar disciplinas extras na FEA… abrir o leque, se deseja ter uma carreira fora da universidade.

Qual a sua visão sobre o futuro da informática na área de saúde?
Em um futuro breve, no máximo 10 anos, será uma área essencial. Todo o volume de informações, segurança necessária, ética, proteoma, fármacos, etc… sem TI, nada será efetivo.

Tem mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar?
Não é porque nos tornamos um Informata Biomédico que temos que ficar nesta área. Somos bacharéis em TI, com um leque enorme pela frente. E numa visão meio fria, e com peculiaridades à parte, criar sistemas para saúde e para um banco, acaba sendo a mesma coisa. E não precisamos ser totalmente técnicos. Há todo uma carreira de gestão que podemos seguir, que é onde pretendo guiar minha carreira.

Novo curso de Informática Biomédica

Posted in InfoBio por Natália em 16 de agosto de 2010

Por esses 8 anos temos sido o único curso de graduação em Informática Biomédica por aqui. Mas agora parece que teremos novos colegas! A Universidade Federal do Paraná acaba de aprovar um curso, também chamado Informática Biomédica, que terá início em 2011. O curso novo parece ter a mesma idéia do oferecido pela USP – Ribeirão Preto, já que dizem ter enfoque em bioinformática, processamento de imagens médicas e sistemas de informação em saúde, e oferecerá 30 vagas. Bem-vindos!

Mais informações sobre o novo curso: http://www.inf.ufpr.br/bib/

Fonte da notícia: http://www.inf.ufpr.br/dinf/Noticias/2010_noticia02ago.html

Luana

Posted in InfoBio por Natália em 14 de agosto de 2010

Nome
Luana Peixoto Annibal (Apelido Patela)

Idade
23 anos (07/12/1986)

Há quanto tempo está formado?
Há um ano e meio (Sou da turma 3)

O que está fazendo atualmente?
Estou fazendo mestrado no Departamento de Computação da UFSCar. Consegui manter a área de Informática Biomédica em meu projeto, pois estou desenvolvendo um DW (um sistema de suporte da decisão estratégica e administrativa) utilizando vários tipos de dados, incluindo imagens médicas.

Como foi a trajetória até aí?
Durante o último ano de graduação fiz uma “parceria” com o Prof. Joaquim (FFCLRP) e o Prof. Mauro (UFSCar). Depois de algumas conversas, eu me interessei muito no projeto e optei por permanecer mais dois aninhos na área acadêmica.

O que você pode tirar de proveito da faculdade para sua vida profissional?
Para mim durante a faculdade nós nos ambientamos tanto com a área médica quanto a área computacional e isso é essencial para que o diálogo entre as duas áreas seja o mais amplo possível, ou seja, compreendemos tanto o vocábulo da área médica quanto da área computacional. Bem, essa é uma resposta bem geral para não me estender muito, mas como tudo na vida, todas as experiências são de grande valia para o futuro e na graduação nós tivemos grandes experiências, tanto de trabalho em grupo, de grupos multidisciplinar, quanto nos estudos e práticas de disciplinas relevantes para a construção e elaboração de sistemas e ferramentas computacionais.

O que você acha que poderia ter sido melhor na faculdade, e assim teria facilitado sua vida profissional?
Durante o último ano deveria haver a opção por escolher entre estágio e iniciação científica. Bem, não sei se isso mudou durante esses dois anos, mas acho que é muito importante essa opção. *

O que você recomendaria para quem esta prestando Informática Biomédica?
Analise a grade curricular do curso, procure o currículo de algum professor ou ex-aluno de IBM e se possível participe das feira de apresentação de curso da USP (todo ano tem).

O que você recomendaria para quem está terminando o curso?
Não tomem decisões precipitadas.

Tem mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar?
Seria legal levantar uma lista de empresas relacionadas com a nossa área, assim como eventos ou mesmo discussões.


* Atualmente, o curso aceita a opção de se fazer um estágio ao invés do TCC. Porém, há poucas empresas conveniadas e a maioria é localizada em cidades distantes, dificultando a escolha dessa opção.

Como a saúde pode reduzir custos de TI

Posted in InfoBio por Natália em 30 de junho de 2010

Olhando por aí, pela internet, encontrei esse texto, escrito por Paulo Vendramini, diretor de Engenharia da América Latina, da Symantec. É um texto de novembro de 2009, mas é interessante pela imensa relação com a Informática Biomédica. É meio longo, mas muito interessante!

“Existem muitas tecnologias que podem ajudar a aperfeiçoar a utilização da capacidade dos sistemas e dos recursos existentes

Hoje são várias as regulamentações e leis estatais e federais, em todo o mundo que tornam obrigatória a digitalização de registros de saúde, com a finalidade de facilitar o intercâmbio de dados clínicos para reduzir os erros, baratear os custos e melhorar o cuidado do paciente. Também existe a necessidade de manipular eficientemente a quantidade crescente de registros e dados, pois o atendimento ao paciente dependerá cada vez mais da capacidade de acessar de maneira confiável e fácil os seus registros de saúde.

Enquanto os prestadores de serviços médicos são incentivados a adotar o uso de registros médicos eletrônicos (RME pela sua sigla em inglês), os profissionais de TI dentro do setor de saúde se encarregam de manter o bom funcionamento do centro de dados. Porém isto é cada vez mais difícil, devido ao fato de a adoção generalizada dos sistemas eletrônicos de registros ser algo complexo em função do crescimento e da consolidação do armazenamento, sem contar que a isto se soma a explosão do volume de dados por causa das imagens médicas digitais e dos requisitos de alta disponibilidade. Além disso, os prestadores de serviços médicos enfrentam restrições orçamentárias, que limitaram ou atrasaram a aquisição de novos equipamentos.

A maioria dos profissionais de TI do setor médico está concentrada na otimização dos sistemas existentes e no prolongamento da sua vida útil. A boa notícia é que, diante do crescimento exponencial da informação, muitas organizações têm 50% ou mais de capacidade de armazenamento. E também existem muitas tecnologias que podem ajudar a aperfeiçoar a utilização da capacidade dos sistemas e dos recursos existentes.

Eficiência na Administração do Armazenamento

Historicamente, em tempos de orçamentos abundantes, sempre foi tentador para os prestadores de serviços médicos adotar o enfoque da “solução rápida” para abordar os problemas de administração de armazenamento. O custo adicional de agregar as imagens médicas digitais foi relativamente pequeno e poderia ser absorvido pelo orçamento. Este método pode facilitar o rápido desenvolvimento do projeto, embora também acarrete o armazenamento subutilizado. No entanto, a taxa média de utilização de meios de armazenamento de uma organização é de apenas 35%.

A definição precisa de armazenamento de informação é difícil e, em consequência disso, as organizações e os hospitais podem adquirir meios de armazenamento a altos preços para cobrir o consumo esperado – de dois a três anos de imagens médicas. Para as novas aplicações, sem dados de tendência histórica, é designado certo espaço, mas se a capacidade designada é muito grande, o excesso de capacidade pode ficar sem ser utilizado por muito tempo.

Este tipo de gasto desnecessário é a principal consequência da falta de cuidado com este assunto. Se um hospital ou um grupo médico utiliza somente 50% da sua capacidade de armazenamento, é como se pagasse o dobro por ela. Isto porque o espaço ou a capacidade que não está sendo utilizada, também consome energia, aumenta os custos de refrigeração e utiliza desnecessariamente o espaço físico, além de custar dinheiro com manutenção com nenhum retorno do investimento. Por outro lado, as licenças de software do centro de armazenamento de informação normalmente se baseiam na capacidade total, não na capacidade utilizada, o que aumenta o custo do software desnecessariamente.

O armazenamento eficaz de imagens digitais

Os avanços na tecnologia de diagnóstico e a crescente popularização das imagens e dos registros médicos digitais geraram grandes redes de sistemas de armazenamento de informação heterogêneas, que agora guardam grandes quantidades de dados. Diante deste panorama, os prestadores devem adotar um enfoque pró-ativo para atender os futuros desafios.

Com um projeto de estratégia empresarial e de implementação para a administração de registros e de arquivos de imagens médicas, além de uma aplicação de administração de armazenamento centralizada, os gerentes de TI podem utilizar uma única interface para ver, controlar e migrar a informação armazenada em vários servidores em distintas localizações.

Para utilizar melhor estes recursos, os prestadores de serviços médicos podem aproveitar as tecnologias. Por exemplo, a Administração de Recursos de Armazenamento (SRM pela sua sigla em inglês) permite que os encarregados de TI naveguem pelo entorno e identifiquem dados obsoletos ou não críticos que podem ser transferidos para um armazenamento de menor custo. Estas ferramentas também podem ser utilizadas para prever futuros requisitos de capacidade.

A tecnologia SRM também pode ajudar os prestadores de atendimento médico a fazer uma avaliação e proporcionar uma visão das instalações do entorno, que permita identificar áreas problemáticas, oportunidades de consolidação e criar uma lista de prioridades de soluções.

Uma solução de administração centralizada como a SRM também simplifica os procedimentos de arquivamento, realização de cópias de segurança e recuperação de dados conforme os requisitos da organização e dos parâmetros regulatórios. Ao dar prioridade para a informação e criar diferentes níveis de armazenamento, os administradores podem colocar os dados de baixa prioridade em armazenamento de informação de menor custo enquanto garantem que a informação recente seja mais facilmente recuperada. Eliminar cópias de segurança redundantes de dados únicos também pode reduzir as requisições e o tempo de segurança, o que faz com que as exigências da TI diminuam e os custos sejam reduzidos.

Uma arquitetura para o armazenamento empresarial centralizada melhora a utilização, alivia as exigências de TI e reduz os custos. Embora os dados de imagens clínicas sejam grande parte do problema, uma solução integral incorpora as melhores práticas para as cópias de segurança e o armazenamento de imagens médicas, RME e outro tipo de informação digital do setor de serviços médicos.

Levar em conta o que é armazenado

A redução de dados redundantes é outra tecnologia que ganhou ampla aceitação como ferramenta para agilizar o processo de cópias de segurança. Ela elimina a informação duplicada – inclusive quando não está relacionada, reduzindo muito o efeito multiplicador de dados na informação.

Por exemplo, se um documento escaneado em um arquivo anexo de correio eletrônico é armazenado em diferentes servidores de arquivos várias vezes, a redução de dados redundantes garante que apenas uma cópia seja armazenada, sem importar quantas vezes sejam geradas cópias de segurança adicionais ou completas. As organizações de atendimento médico podem considerar a possibilidade de equipamentos especializados para oferecer funções de redução de arquivos redundantes e de cópias de segurança em disco. No entanto, estes equipamentos trazem complexidade para o centro de dados, que terá mais dispositivos para administrar, e realmente agregam capacidade ao entorno, ao invés de utilizar o que já existe de maneira mais eficaz.

Utilização de recursos existentes por meio do arquivo de dados

A diminuição de dados redundantes assim como o armazenamento em função das necessidades atuais são estratégias para reduzir o uso de espaço e a taxa de crescimento dos novos dados ou para encontrar formas mais eficientes de armazená-los. O armazenamento em função das necessidades atuais pode ser utilizado para melhorar e habilitar a utilização da capacidade de armazenamento de informação, pois permite que as aplicações compartilhem um banco de memória disponível que reduz a quantidade necessária para qualquer aplicação individual. Também elimina as conjecturas no novo suprimento de aplicações, porque as aplicações de crescimento rápido podem ter acesso ao espaço quando for necessário, enquanto que as de baixo crescimento não acumulam espaço vazio. É preciso lembrar que os conteúdos com o maior volume de dados desnecessários e obsoletos são os de dados não estruturados, como o correio eletrônico e os arquivos das organizações de atendimento médico.

Por isso, é recomendável que os profissionais de TI dos serviços médicos procurem uma maneira de resolver as preocupações comuns de administração relativas ao correio eletrônico e à informação não estruturada, administrando os recursos de forma mais eficaz. Recursos como a tecnologia de arquivamento ajudam no momento de transferir elementos mais antigos de armazenamento da aplicação principal para um arquivo on line de acordo com as políticas definidas pela empresa. Também aproveita as tecnologias de armazenamento otimizado de única instância e de compreensão para reduzir ainda mais o especo ocupado pelos dados.

Ao controlar o tamanho do armazenamento das mensagens, as aplicações e os servidores onde estão alojados continuam concentrados nas transações em tempo real. O arquivo on line também permite que as organizações racionalizem os seus recursos de armazenamento e se concentrem nos dados transacionais e dinâmicos. O conteúdo mais antigo, aquele ao qual se tem acesso com menor frequência, pode ser transferido para um dispositivo de armazenamento secundário ou terciário, para poupar dinheiro para fins mais estratégicos.

Práticas melhores para manter o orçamento já existente de armazenamento

Os gerentes de armazenamento já não podem se dar ao luxo de cortar os custos de administração. Entretanto, as limitações orçamentárias são uma oportunidade para terminar os projetos existentes enquanto são implementados processos, procedimentos e tecnologias simples para melhorar o perfil dos custos de armazenamento.

Um enfoque com práticas melhores deve incluir os seguintes objetivos:
• Desenvolver um plano empresarial de estratégia e implementação para padronizar a administração de registros, o armazenamento de correio eletrônico e o arquivamento de imagens médicas; e centralizar a administração de armazenamento de informação para melhorar a utilização, aliviar as exigências de TI e reduzir os custos;
• Criar procedimentos para descobrir, identificar e priorizar dados empresariais críticos, estruturados e não estruturados;
• Implementar processos de eliminação de dados duplicados para reduzir a quantidade de dados redundantes armazenados em vários lugares;
• Desenvolver uma infraestrutura de armazenamento de informação por níveis como preparação para a administração limitada ou para a grande escala do ciclo de vida da informação; os diferentes tipos de dados que são encontrados dentro da empresa e os objetivos relacionados ao nível de serviço determinarão a quantidade de níveis necessária;
• Implementar uma infraestrutura de segurança centralizada para a proteção dos dados em sistemas heterogêneos de armazenamento de informação;
• Estabelecer planos formais de segurança e de retenção de dados que integrem o valor empresarial da informação classificada e os níveis de armazenamento de dados.

Ao implementar uma infraestrutura de armazenamento integrada e padronizada, as organizações de atendimento médico podem atingir estes objetivos e, portanto, otimizar o atendimento ao paciente, reduzir erros médicos, controlar os custos e aumentar a eficácia.

O uso de uma interface de software por meio de múltiplas plataformas significa que a TI utiliza um console de administração centralizado com uma única interface para todas as plataformas. Os administradores de armazenamento de informação podem ver diferentes departamentos— radiologia, cardiologia e outros — e tomar decisões de armazenamento baseadas em uma visão unificada e de alto nível de toda a rede de armazenamento de informação. E quando servidores, equipamentos de armazenamento e outros componentes de hardware são retirados, é possível fazer a atualização facilmente sem a necessidade de adquirir um novo software.”

Fonte: http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=63118

Próxima Página »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.